Vou tocar mais uma vez neste assunto, isto porque não consigo encontrar explicação para o seguinte, e agradeço a quem me queira explicar, já devem saber que sou bom ouvinte e estou sempre aberto a novas opiniões. Hmm... vou começar exactamente por aí, creio que uma parte significativa de eu não encontrar explicação para este tabu venha do facto de pouca gente saber exactamente o "porquê?" de o fazerem. Aliás vou me auto-criticar e dizer que nem deveria chamar tabu uma vez que a sua definição é: "...qualquer assunto ou comportamento inaceitável ou proibido em uma determinada sociedade."; o problema está em quase ninguém considerar estes tipos de comportamento "inaceitável".
Para quem ainda não percebeu estou-me a referir ao fumar, drogar, "festejar" (já explico as aspas).
Não sei porquê, mas fico triste com as decisões de outros, deve ser por isso que se usa a expressão "Mas que tristeza"... enfim não sei.
Hoje vinha feliz da escola, fiquei lá mais uma hora e meia, que muita gente acha estúpida, mas deu para trabalhar bastante e fiquei com satisfação por ter feito aquele trabalho, mas à saída vejo miudinhas do 8º ano a esforçarem-se para enfiar à força o fumo do cigarro pela boca dentro, isto fisicamente, porque psicologicamente estão a fazer aquilo com uma deliberação enorme uma vez que "Em termos científicos, os adolescentes podem ser uma dor de cabeça. Mas são os seres humanos mais completa e decisivamente adaptáveis ao que existe."... "adaptáveis"!
E ela depois diz-me que fuma (mas só um por dia... Q NOJO DE HISTÓRIA FODACE!!), mas agora no 10º/11º/12º ano fumar já não é criticado... é engraçado não é?
Lembro-me como se tivesse sido agora mesmo. Os mais "geração rebelde" das turmas começaram a fumar, a ir para Sesimbra beber baldes de vodka preta com redbull, e toda a gente dizia "Epá ele está a seguir mau caminho, não vai acabar bem, andou aos tombos bêbado lá em baixo", bom talvez não exactamente assim, mas a ideia base era esta.
Era 8ºano tínhamos 14 anos, bem eles tinham, eu tinha 13, mas ainda vínhamos com aquela ideia da primária de que fumar e beber era mau, fds que mandar lixo para o chão era mau! (pelo menos alguns ainda tinham). Porque é que nos ensinaram isso? Não foi só para chatear pois não?
Não é o meu caso, mas para quem tem pais fumadores de certeza absoluta que os mesmos disseram que fumar era mau, que ensinaram que era mau, e no entanto eles são fumadores... sinceramente alguém me explique isto que eu não percebo por favor! E essas ideias da primária será que eram assim tão más?
Na primária queria ser piloto de aviões, e hoje ainda quero! Eu ainda sou o mesmo que era na primária mas vejo outros a "evoluir" (estou neste momento a rir do "evoluir" entre aspas) para versões desprezáveis de seres humanos.
Aah! Não posso esquecer do "festejar". Tenho vindo a aperceber-me que esta expressão altera o seu significado consoante a idade mental da pessoa e as suas influências, é como uma função.
Começa com uma coisa muito simples e tolerável, brincadeiras de criança, carrinhos, bonecas, uma festa de anos em que se vai para os insufláveis. Depois introduz-se mais uma incógnita nessa função, dificultando a coisa mais ainda manobrável, deixam de ser insufláveis e passam a ser festas em casa a jogar playstation 2. Para a 3ª evolução passam a ser os jantares nos restaurantes. Para a 4ª evolução são jantares seguidos de festas em bares de 2m^2 com capacidade para 2500000 pessoas até ao dia seguinte.
Agora peço a vocês leitores que se lembrem de quando tinham 10 anos e tinham medo dos mais velhos, daqueles rapazes que passavam na rua de chapéu com pala para trás, que nos faziam apertar mais a mão dos nossos pais quando passávamos por eles. Esse mais velho de chapéu com pala para trás... foi no que se tornaram. Agora podemos desta conversa tirar duas conclusões: 1- Afinal não devia ter medo do rapaz de chapéu, porque ele sou eu.. ou 2- Eu não quero ser o rapaz que me meteu medo quando ainda não tinha a cabeça infectada com peer pressure. O que é que escolheram?
Agora podíamos ficar aqui a criticar todas as escolhas que eu fiz, ou as coisas que eu faço, mas uma coisa aprendi naquelas aulas de Filosofia que toda a gente odiava e em que eu desenhava armas (mas eu lá bem no fundo adorava); Existem falácias e a maioria das críticas seriam uma, estou-me a referir mais especificamente ás falácias Egocentrismo ideológico, em que existe falta de isenção ou imparcialidade por parte do autor (ou seja eu), ou então a falácia de ataque pessoal em que se "associa o erro do argumento à pessoa que o sustenta", isto é não aceitarem o meu argumento por acções passadas realizadas por mim.
Bom esta charada toda resume-se à seguinte frase: Estou à beira de perder o meu pai graças ao tabaco, e vejo amigos, pessoas de que amo mesmo, mesmo muito a caminharem pelo mesmo caminho.
(e quando digo "amo" não me estou a referir a ela, visto que agora já não vou voltar atrás)
...Uma pessoa que nunca fumou, que sempre levou com o fumo de outros (salas dos professores antes da lei eram autenticas estufas para quem não saiba) está a beira de morrer...

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