sábado, 19 de janeiro de 2013

A história do Capuchinho Vermelho devia ser revista

            Antes de mais, peço desculpa ao meu caro espaço de desabafo emocional pela minha ausência, mas criei um objectivo que me tem vindo a ocupar grande parte do tempo disponível. Decidi que neste 2º período vou ter que entrar no quadro de mérito, não por querer qualquer tipo de reconhecimento, mas porque é uma meta que quero ultrapassar pois vai obrigar a manter-me activo. Uma vez que para atingir tal conquista é necessário que suba pelo menos 3 valores a matemática... Digamos que tem requerido alguma atenção.
            Mas enfim. Aqui estou eu nesta solitária à luz das velas a escrever na tableta no meio de um alerta vermelho, a sonhar com uma cama já aquecida. A única coisa que vejo é a luz de um pequeno candeeiro na rua que volta e meia apaga-se; ouço a chuva a bater com toda a sua força nas telhas e o vento com uma intensidade tal que facilmente pode ser confundido com trovoada. É curioso como uma situação com um potencial tao destruidor tenha uma faceta tão pacífica que me deixa aqui a pensar.
Sinto que não existe um propósito, sei que já disse isto antes, mas é a realidade. Não sei o que quero fazer de mim. Ultimamente tenho a minha cabeça virada para o ar, literalmente, penso em tornar-me piloto. Ooh! que gostava tanto.  Ter controlo dum pássaro daqueles, saber todos aqueles controlos, conseguir fazer aterragens VFR ou ILS sei lá.. tudo.. mas depois, levo a tal chapada da realidade e apercebo-me que será quase impossível tal sonho. Basta olhar para mim de cima a baixo e ver que não tenho capacidades, falta-me o físico todo e a cabeça... (ui então de cabeça...).
            É nesta altura em que chego à conclusão de que não existe nada que me destaque, não sou bom a matemática, do português então nem se fala, física só o pouco do instinto que tenho me ajuda, ainda assim não se revelando muito útil. Actividades físicas são limitadas as que sei fazer, e ainda assim essas são de um nível baixo.
Não sei editar vídeos, não sei jogar, não sei nadar, não consigo correr, não sei dançar, não sei namorar, não sei estudar, não sei conduzir, não sei cozinhar, não sei programar, não sei tocar, não sei...
            Por agora não há nada que me deixe à espera de um segundo capítulo de tudo isto. Vejo-me apenas como o lobo mau que nem se consegue aproximar do capuchinho vermelho, e que está pronto para a qualquer altura ser morto pelo caçador.


Durante a escrita deste texto relembro teatros/cinemas de inglês que... fds sei lá já são três da manhã tou com uma alta dor de cabeça, mas isto precisava de ser largado, enfim... há pessoas que gostava de abraçar agora, as quais estou eternamente grato.
Musica em shuffle - "I'm lost without you" / "There is" - fuck you tablet.

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